
Uma vidente, mais de 30 amuletos misteriosos e uma suspeita perturbadora: alguns desses objetos poderiam ter sido fabricados com partes de corpos humanos.
O que parecia ser apenas um comércio de artefatos espirituais transformou-se em um caso policial na Tailândia, envolvendo supostos rituais ocultistas, acusações de fraude e uma fortuna perdida.
Mas existe um detalhe ainda mais estranho: foi uma das próprias comerciantes dos amuletos que decidiu procurar a polícia.
Agora, investigadores precisam responder a uma pergunta assustadora: de onde vieram os materiais utilizados nesses objetos?
Amuletos com dentes, ossos e supostos órgãos humanos

Em 19 de outubro de 2026, uma mulher de 37 anos, identificada como Min, procurou a Divisão de Repressão ao Crime da Tailândia, acompanhada pelo advogado Ronnarong Kaewphet.
Segundo relatos divulgados pelo portal tailandês Amarin TV, o caso envolve mais de 30 objetos comercializados como amuletos de poder sobrenatural.
Entre os materiais anunciados estariam dentes, fragmentos semelhantes a ossos, mandíbulas, dedos, partes de crânios e até supostos órgãos genitais humanos.
Alguns objetos também teriam sido associados a líquidos utilizados em rituais espirituais.
Os vendedores alegavam que os artefatos poderiam atrair amor, sorte, prestígio e prosperidade.
Entretanto, não existe comprovação de que os objetos possuam poderes sobrenaturais ou de que realmente contenham restos humanos.
A reviravolta: os amuletos não funcionaram e uma cliente exigiu milhões

Min contou que adquiria os objetos por intermédio de uma pessoa que afirmava representar quatro praticantes conhecidos de rituais espirituais.
A vidente então revendia os amuletos a clientes que acreditavam em suas supostas propriedades.
O problema começou quando uma compradora alegou que os objetos não produziram os efeitos prometidos.
A insatisfação terminou em uma denúncia por fraude.
De acordo com o jornal tailandês Matichon, a vidente afirma ter desembolsado 2,6 milhões de bahts para compensar a cliente.
Min alega que os fornecedores prometeram dividir o prejuízo, mas não cumpriram o acordo.
Foi então que decidiu solicitar uma investigação sobre a origem dos objetos.
E se os restos humanos forem verdadeiros?

A principal suspeita agora ultrapassa a questão dos supostos poderes dos amuletos.
Se os materiais forem realmente humanos, será necessário descobrir como foram obtidos.
Teriam vindo de restos mortais retirados ilegalmente de algum lugar? Ou seriam apenas materiais comuns comercializados por meio de uma história macabra?
Por enquanto, essas possibilidades permanecem sem resposta.
O especialista em medicina forense Weerasak Jaraschaisri afirmou à imprensa local que determinados materiais poderiam ser ossos, mas seriam necessários exames científicos, incluindo análises de DNA, para determinar sua origem.
Segundo a cobertura do The Thaiger, ainda não havia confirmação pública de resultados periciais.
Um detalhe curioso também apareceu nos relatos do dia da denúncia: o advogado informou que os amuletos haviam ficado inicialmente em seu escritório e seriam encaminhados posteriormente para análise.
Portanto, não há confirmação de que os objetos sejam feitos de partes humanas nem de que alguém tenha cometido crimes relacionados à obtenção de cadáveres.
O mistério que agora está nas mãos da polícia

O caso mistura crenças sobrenaturais, comércio de objetos ritualísticos e suspeitas que podem envolver algo muito mais grave do que uma simples fraude.
Por trás de cada amuleto existe uma história contada por seus vendedores.
Mas, se alguma dessas histórias for verdadeira, os investigadores precisarão estabelecer a origem de materiais que jamais deveriam ser comercializados ilegalmente.
Enquanto isso, uma questão continua sem resposta:
Os amuletos escondem uma origem realmente macabra ou tudo faz parte de um elaborado comércio baseado no medo e na superstição?
A resposta poderá surgir apenas quando houver resultados periciais confiáveis.
E você, acredita que esses objetos podem conter restos humanos ou que a história foi inventada para aumentar seu valor?
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