A realidade metafisica das dimensões baixas por traz do espelho

As múltiplas realidades de João: Capitulo 1

Esta história foi escrita por Thiago Lewandowski especialmente para: A Chave dos Mistérios Ocultos e até certa parte será baseada em alguns fatos reais, porém a maioria é ficção…

Obs.: Quaisquer semelhança com nomes, lugares ou eventos são meras coincidências…

Eu me lembro do sol atravessando a janela escura do meu quarto aquecendo meu rosto, da voz doce da minha mãe pedido para eu acordar, do jeito cuidadoso do meu pai conduzir-me ao banheiro, das carícias exageradas do meu cachorro no anoitecer, onde uma brisa suave anunciava a hora de se recolher e ver um bom filme; chegando a hora de dormir, meus pais gentilmente me conduzindo para cama junto com meu fiel amigo que dormia do lado da cama…

Dias felizes!

Eu me lembro…

Em tempo não muito distante havia um jovem que vivia feliz com sua família embora tinha nascido com deficiência(tetraplegia). Sua vida com seus pais era feliz, eles faziam tudo o que podiam para ele ser feliz.

Esse jovem cuja o nome era João sempre dizia:

Minha mãe e meu pai: vocês são os melhores pais que eu poderia ter, graças a Deus! vim ao mundo para se filho de vocês.”

Mara e Eduardo, seus pais, eram muito evoluídos, assim como João, eles sabiam que Deus está em todo ser vivo e em toda a natureza.

Eles sempre diziam:

O amor e a caridade com todo ser vivo, é a verdadeira religião”…

João gostava de passear com seus pais e claro com seu

eterno companheiro: Brutus”…

João tinha uma ligação muito forte com seu com companheiro, nem ele conseguia explicar:

Era como se um completasse o outro…

Na casa havia outros animais; seu papagaio e outro cão:

Bernardo, que era o xodó de seus pais. João também adorava ver filmes e Mara e Eduardo também, e claro com o Brutus.

Havia também muitas dificuldades; João não andava, dependia muito de seus pais, sofria de dores; Mara e Eduardo trabalhavam muito, tudo era difícil e assim eram os dias; com dificuldades, porém felizes, pois a família sempre dizia:

Na guerra era pior”…

Porém uma sombra caiu sobre a família:

Um mau refletido…

Capitulo 1:
A realidade metafisica das dimensões baixas por traz do espelho!

Certo dia João estava sentado para fora com seus animais, quando um carro de luxo parou junto com a polícia. Imediatamente sua mãe correu ver quem era. Do carro luxuoso desceu um casal e pediu para ver João.

Mara chamou Eduardo para prender o Bernardo, porém Brutus que era calmo, enlouqueceu e não deixava o casal chegar perto do portão.

Com muito custo, Eduardo prendeu Brutus dentro de casa, Mara meio confusa com a situação, mandou o casal entrar; só que junto com eles veio carro da polícia; onde um policial e um homem que se dizia ser juiz, desceram também; e perguntaram:

-Onde está o rapaz?

-Está ali perto do papagaio, respondeu Mara…

Antes de entrar o “juiz” entregou um mandado para Mara, enquanto isso o casal chegou até João…

A mulher deu um largo sorriso e disse:

-Olá filho, sou “Alexandra” tudo bem?

-E eu sou “Jonas”, disse o homem!

-Tudo bom! Disse João; sem saber muito o que estava acontecendo…

Naquela hora, Eduardo, que já estava desconfiado, voltou de dentro de casa, e viu Mara pálida lendo o documento; perguntou:

-Mara o que foi?

-O que é isto?

Mara nervosa grita:

-Que palhaçada é essa! Saiam já daqui!

-Calma aí, senão prendo a Sra.! Disse o policial…

Eduardo, sempre foi um homem calmo, nunca brigou ou fez mal á alguém, porém nesse momento quando ele vê sua família ameaçada tira um revólver que tem guardado em caso de ameaça…

Eduardo, naquele momento encostou o revolver na cabeça do juiz, e disse:

-Encoste nela ou no “piá” e estouro a cabeça desse “merda”…

-Vamos com calma; nós só queremos nosso filho! Disse “Jonas”.

-Filho que filho, estão loucos? Vocês só encostam nele depois que me matarem!

A situação estava cada vez mais complicada!

Mara já havia discado para a polícia local, com seu celular, sem que ninguém percebesse.

Então chegaram os policiais locais, e ficaram confusos com a situação.

O “juiz” exclamou:

-Prendam já esses dois!

-Cala a boca, diz Eduardo, enfiando o cano do revólver dentro da boca do “juiz”.

Então João diz:

-Calma pai, fique calmo, a verdadeira polícia está aqui, agora tudo vai se resolver.

Então Eduardo abaixa a arma…

“Jonas” mostra para os policiais o mandato, eles ficam mais confusos ainda:

-Não estou entendo nada, vamos todos para delegacia, disse um dos policiais.

-Prendam já esse casal, é uma ordem, vocês não querem desobedecer uma ordem de um juiz? Disse o mesmo.

-Claro que não falou o policial, assustado!

-Vamos verificar isso na delegacia, disse o outro policial.

-E vocês de onde são?

Pergunta o mesmo para os policiais que acompanhavam o “juiz”.

Eles respondem que são de uma cidade próxima.

Então os policiais locais, pedem para Eduardo e Mara entrarem na viatura…

-E nosso filho? Pergunta Mara.

-Ele vai conosco, responde “Alexandra”…

-Nunca, retruca Mara.

-Calma mãe eu vou com eles até ali não vai acontecer nada! João diz para sua mãe.

Porém no meio do caminho os policiais que na verdade não policiais, começaram atirar na viatura que estava Mara e Eduardo, João vê a cena e começa tentar lutar com “Jonas” e “Alexandra” pois estava no sentado no meio do dois, cuja o carro era conduzido pelo “Juiz”.

“Jonas” consegue imobilizar João, mas leva uma cabeçada na boca, nisso “Alexandra”, acerta uma coronhada com uma pistola na cabeça de João e ele desmaia.

Nesse tempo Eduardo e Mara, se veem no meio do tiroteio, onde um dos falsos policiais é atingido e morto por um dos policiais que acompanha o casal, porém o mesmo é atingindo no braço, seu companheiro também foi atingido no ombro; então o criminoso começa se aproximar do policial atingindo no braço para executá-lo.

Foi então que o criminoso leva um tiro de escopeta calibre 12, que arranca seu braço e ombro direitos.

Foi atingido por Eduardo, que tinha pegado uma escopeta na viatura. Ele se aproxima do criminoso, e pergunta:

-Onde eles levaram meu filho? seu desgraçado!

-Para o inferno! Disse o homem com tom irônico um pouco antes de morrer…

Mara desce da viatura para ajudar os policiais feridos que felizmente não tiveram ferimentos muito graves.

Porém cai a agonia no casal ao ver que o carro que estava seu filho sumiu…

As buscas começam; depois de horas na delegacia Mara e Eduardo voltam para casa e lembram que Brutus havia ficado preso dentro do quarto de João.

Ao abrir o quarto a surpresa: o cão havia quebrado a janela e fugido…

Eduardo e Mara procuram por todo pátio, mas não havia nem um sinal de Brutus.

A irmã mais nova de João, (Mareska) e o cunhado (José) resolveram vim para apoiar seus pais e ajudar nas buscas…

46 horas depois João acorda em um quarto escuro, onde não há nada, só quatro paredes e um piso gelado; então João vê um fresto de luz no chão e deduz que é a porta. Ele começa a rastejar até a porta.

No meio caminho ele escuta passos; então a porta se abre e uma luz forte cega seus olhos. Então ouve uma voz:

-Oi filhinho já acordou? E logo depois uma gargalhada irônica… 

-É você sua vagabunda! Diz João referindo-se a “Alexandra”…

-Isso é modo de falar com sua “mamãe”? e começa a rir…

-Quem são vocês? Pergunta João.

-Puxa que má-educação a nossa! Meu nome é Paulo e essa é minha filinha Ilda. Venha com o papai Ildinha!

E começaram fazer coisas deploráveis na frente João.

-Vocês são doentes! Diz João…

-Quer mamar na mamãe, diz ironicamente Ilda!

João vira o rosto para não ver tal cena repugnante…

Então chega “Jonas” e diz:

-Começaram sem mim?

Então ele começou a beijar, Paulo e Ilda.

Paulo diz:

-Faça-o ver, Alex(Jonas)

Então Alex(filho de Paulo, irmão mais velho de Ilda) tenta virar a cabeça de João, mas recebe uma mordida tão forte que seu polegar fica pendurado.

-Seu filho da p…! grita Alex.

O mesmo começa a espancar João.

-Pare, pare; nós precisamos dele vivo! Grita Paulo, tirando Alex de cima de João.

Ilda puxa Alex:

-Vamos, vamos; vou fazer um curativo!

-Esse filho da p… quase arrancou meu dedo!

Paulo segura a cabeça de João e diz:

-Se recomponha logo viemos te buscar!

-Para onde? Pergunta João quase desmaiando.

-Surpresa! Só posso disse que você vai ter uma noite especial! responde Paulo

Algumas horas depois, João é arrastado por Alex e Paulo até uma sala muito grande. É colocado no centro de um pentagrama que parecia ser feito de sangue, e na sua frente um caldeirão cheio de azeite fervente em seguida um enorme espelho negro, com mais de 3 metros.

João olha ao redor onde as paredes estão cheias de cruzes ao contrário e inscrições profanas, João sentia uma vibração muito baixa que exalava da daquele lugar, mais ainda do espelho…

Então Ilda aparece nua, com uma criança de mais ou menos de 9 meses. Alex e Paulo deixam João caído dentro do pentagrama, e se dirigem até Ilda.

No caminho vão tirando suas vestes.

Uma cena horrível estava prestes a acontecer…

Chegando perto de Ilda cada um pega um facão…

-Parem seus loucos, sacrifiquem a mim; deixem a criança! diz João desesperado, vendo aquilo!

Ilda dá uma risada diabólica e diz:

-“Filhinho,” nós não podemos destruir a nossa “chave”.

-Chave? Que chave? Pergunta João sem entender.

-Você seu idiota! Responde Alex.

Ilda se ajoelha e segura a criança acima de seu corpo, nesse momento João vê a cena mas horrível até o momento:

Alex e Paulo contam os braços da criança. O choro da mesma é calado quando seu sangue banha Ilda. A criança desmaiada, porém ainda viva é jogada dentro do caldeirão.

João abismado com tanta crueldade fica de cabeça baixa, pois não havia nada a ser feito.

Ilda grita:

-Isso, ahhh, tá vindo! Me traga o coração do incorruptível.

João olha para o espelho, e vê o inacreditável:

Do outro lado havia outra dimensão: Um corredor escuro, onde um ser caminha em direção de Ilda.”

Alex vem em direção de João, com um punhal e diz:

-Não vai dizer suas últimas palavras? e ri!

João responde:

-Sim, vou…

-Adeus!

Quando Alex se prepara para apunhalar João, algo passa como um flash por trás de Alex, o mesmo fica paralisado.

Paulo grita:

-O que foi, vamos!

Nesse momento estoura sangue da nunca de Alex; ele cai morto!

Paulo se desespera, pega uma pistola e começa atirar para todos os lados e grita:

-Apareça seu filho d…

Outro flash passa na frente de Paulo, rasgando parte de seu pescoço…

Ilda fica apavorada e grita:

-Quem é? Apareça covarde!

Então ele se revela:

Vem caminhado lentamente até João!

É Brutus que havia fugido e estava seguindo os criminosos e chegou para ajudar seu amigo.

Porém algo estava diferente; a mente de João estava conectada com a mente de Brutus, e vice e versa.

-Como ele chegou aqui? como fez isso!?

-Não importa, o mestre chegou! Diz Ilda.

Brutus e João, ficam apavorados quando o ser vindo do espelho segura a mão de Ilda que grita:

Testemunhem o verdadeiro “Deus”, se curvem diante dele…

João, que agora estava conseguindo controlar bem um dos braços, se segura bem em seu companheiro, e através dos pensamentos, ele diz:

Brutinho; sinto muito, mas não podemos deixar essa coisa passar…

Então João dá uma gargalhada alta e diz:

-Deus? Deus é amor, caridade, não essa coisa!

-Como ousa… Grita Ilda!

Nesse momento Brutus, arrastando João(que segura em sua coleira peitoral na parte de cima) se jogam contra Ilda e o Ser, todos atravessam o espelho, caindo em outra realidade…

João e Brutus agora se encontram caídos no chão do longo corredor, em sua frente, Ilda ajoelhada aos pés do Ser, cuja sua aparência agora era visível:

No lugar de sua cabeça havia um cubo, em cada lado do cubo, surgia um rosto de aparência horrível; das costas vinham duas cobras que possuíam cabeças humanas, porém as mesmas sem pele. Ele tinha quatro braços todos sem pele, dois deles tinham mãos com sete dedos e na ponta de cada dedo havia uma agulha e nos outros dois havia uma lâmina no lugar de cada mão de mais ou menos 40cm. O ser também tinha duas pernas com os joelhos ao contrário, em cada perna ao invés de um pé, tinha 4 cascos.

Então o Ser pergunta telepaticamente a Ilda:

-Quer se juntar a mim?

-Sim, meu Senhor, responde Ilda.

Então outra cena horrível começa:

As cobras que vem das costas do Ser começam a apertar o corpo de Ilda contra o seu corpo, a pele e carne começam derreter sendo absorvidas para dentro do corpo daquele “monstro”. Agonia, dor e sofrimento era o que exalava durante aquele horrível processo.

Então, quanto finamente o corpo de Ilda é absorvido totalmente; começa a sair uma cobra no lugar do órgão sexual do monstro… de repente, a boca da cobra começa abrir mais e mais, havia muito sangue.

João ficou mais horrorizado quando viu a cabeça de Ilda saindo da boca da cobra.

-Agora só faltam vocês dois, para essa família ficar completa, disse Ilda ou melhor, a “cabeça dela”!

-Vá pro inferno! Retruca João.

Então ele se agarra bem em seu companheiro e eles começam a correr na direção contraria.

O corredor não parece ter fim. E logo começa aparecer muito sangue e pedaços de pessoas pelo chão e várias portas, Brutus começa a diminuir o ritmo pelo comando de João.

Eles prosseguem lentamente, João começa a vomitar, pois ele e Brutus, estão no meio de todo aquele sangue e podridão. Então algo agarra a perna de João.

Olhando para traz ele vê um corpo humano sem a metade de baixo, e com a cabeça envolta de arrame farpado, suas costas cobertas de pregos e seus longos braços e mãos com dedos alongados e unhas afiadas, agarradas em sua perna esquerda.

Então Brutus acelera o passo, João começa a tentar dar chutes com a outra perna(pois apesar de ser deficiente suas penas se movimentavam bem, só faltava coordenação.

Quando estão passando em frente da primeira porta; ela se abre rapidamente e um tentáculo negro coberto de uma espécie de espinhos metálicos começa a puxar o corpo e consequentemente João e Brutus juntos.

Porém a mão de João escapa da coleira e ele é arrastado junto com o corpo mas rapidamente; Brutus se vira e corre atrás de João que já estava na borda da porta.

Brutus consegue segurar a mão de João com os dentes, pois o mesmo estava quase passando pela porta onde havia outra realidade:

Era um vazio sem fim, havia apenas essa enorme macha negra de onde vinha os tentáculos que pareciam cada um entrar em outras portas para dimensões alternadas e puxar seres para dentro da mancha, que emitia uma vibração tão baixa que João perdia as forças.

Quando parecia o fim João fecha os olhos e começa a pensar em seus pais, no carinho e cuidados que eles tinham por ele, no amor que ele sentia por eles e pela natureza.

Naquele momento o coração de João começou a vibrar em alta frequência ativando ondas de processamento em sua mente e consequentemente de seu fiel companheiro, que começa a puxá-lo com mais força.

João também chuta com mais velocidade, e o “corpo” começa deslizar, as unhas afiadas vão rasgando a carne da perna de João, mas finalmente ele se solta e é devorado pela mancha negra.

João agarra novamente em seu companheiro e os dois seguem em alta velocidade. João sente muita dor na perna, pois além de gravemente ferida ela se esfolava no chão.

Chegando na próxima porta, que se abre lentamente, eles param.

João olha para dentro e vê uma cena muito estranha:

Um triangulo que parecia ser desenhado com sangue e três corpos sem cabeça em cada ponta do triangulo, e, no centro as três cabeças empilhadas.

Curiosamente, João e Brutus passaram e não aconteceu nada. Porém a medida que eles avançavam nenhuma porta mais se abriu, e o corredor foi ficando cada vez mais largo, até que se encontraram em vasta escuridão.

-E agora amigo, para onde!?

-Você não aguenta mais de canseira e eu de dor, e essas vozes vem de todos cantos, será que vamos ficar presos aqui?

Reclama João…

-Essas vozes soam como lamentações, tem baixa frequência, vamos tentar aumentar nossa frequência como antes! Tudo o que aprendi estava certo, nós temos o poder de controlar a nossa realidade; então para mudar essa realidade temos que trazer a vibração do amor como antes,

completa João.

Então João abraça bem forte Brutus e pensa nos momentos felizes que ele e seu companheiro tiveram; em seus pais, em seus outros animais e na natureza que João tinha certeza que era o princípio, o meio e o fim, ou seja: Deus!

Então Brutus, dá uma latida!

João abre os olhos e vê o mesmo espelho de antes em sua frente!

Refletindo a realidade de antes; ou seja, na mesma sala que começou tudo!

-Vamos Brutinho, vai acabar esse pesadelo! Diz João através dos pensamentos.

Mas uma risada diabólica é ouvida, junto com a seguinte frase:

-Eu sabia que você iria conseguir!

João olha para o lado e vê Ilda, ou melhor a cabeça dela, que diz:

-Hora de se juntar a nós!

Então João olha para trás e vê o “Ser” pronto para atingi-lo com a lâmina de um de seus braços, mas rapidamente Brutus o puxa para frente, porém a lâmina acerta as costas de João, fazendo um corte.

Os dois conseguem atravessar o espelho!

Já em nossa realidade João olha para o espelho e vê o “Ser” correndo, mas como se fosse em câmera super lenta.

Então João olha para relógio em seu pulso e vê que se passou alguns segundos. Ele percebe que o tempo naquela realidade era diferente da nossa, ou seja:

Segundos aqui, e horas lá.

João, escuta:

-Te peguei agora, seu filho da p…

Ele olha para frente e vê Paulo sangrando muito em frente ao espelho apontando a pistola…

Adeus desgraçado! Diz Paulo.

E aperta o gatilho, porém nem uma bala sai. Ele continua a apertar, mas a pistola não dispara…

-Você gastou todas balas, babaca! Diz João rindo…

-Hasta la vista baby, opa! Não: é hasta la vista babaca, sempre quis dizer isso!

-Vai Brutinho, acabe com esse pesadelo…

Diz João comunicando-se através de seus pensamentos com Brutus, o qual olha para Paulo e começa a rosnar…

-Droga! Retruca Paulo.

Nesse momento Brutus se lança para cima de Paulo, empurrando-o para dentro do espelho, Paulo vai caindo lentamente por cima do “Ser”, e o espelho volta ao normal, fechando o portal…

João quase desmaiado se arrasta até a pistola que está caída no chão e aproveita que ainda estava controlando seu braço e mão, joga ela contra o espelho quebrando-o em pedaços…

João vê um celular no chão e ainda consegue discar para a polícia antes de desmaiar por perda de sangue!


Algumas horas depois João acorda no hospital, ele vê uma enfermeira e pergunta:

-Onde estão meus pais e meu cão; onde está?

-Calma, calma, seus pais estão vindo e seu cão está ali, olhe, não saiu nem um minuto do seu lado, diz a enfermeira.

João sente Brutus lambendo sua mão, mas de repente começa a ficar tonto e desmaia!

Ele acorda novamente, mas tudo estava mudado. Parecia o mesmo lugar, porém muito mais velho, sujo e escuro.

Ele notou que conseguia controlar bem seus dois braços, então conseguiu descer em uma cadeira de rodas perto de sua cama e disse:

-Brutus, você tá ai? A tá.. venha aqui; isso amigão, o que será que está acontecendo?

-O pai com a mãe já chegaram?

Então João vai até a porta, abre lentamente, olha para o corredor, e diz:

-Merda, de novo não!

Continua…

Este livro, é dedicado com muito carinho aos meus pais:

Sônia e Anselmo Lewandowski.

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