Moeda antiga semelhante ao Sudário de Turim: a descoberta que desafia a história
Moeda bizantina (969–976) semelhante ao Sudário de Turim reabre o maior mistério cristão

Um pequeno follis de bronze, cunhado em Constantinopla entre 969 e 976 d.C., voltou os holofotes para um debate que muitos julgavam encerrado:
A autenticidade do Sudário de Turim.
A peça apresenta um rosto gravado com traços que lembram — de forma perturbadoramente precisa — a imagem consagrada no famoso pano, reacendendo perguntas sobre se estamos diante de uma mera coincidência ou de evidência iconográfica de que o Sudário é, de fato, anterior à Idade Média.

O folis contém um retrato com detalhes inesperados: uma espécie de “cruz” formada por sobrancelhas, testa e nariz, mechas de cabelo paralelas no lado esquerdo, uma barba bifurcada e uma faixa horizontal na garganta — todos elementos que muitos pesquisadores identificam também no Sudário. Justin Robinson, do London Mint Office, afirma que tais semelhanças são tão específicas que seria improvável tratar-se de mera estilização. Se gravadores em Constantinopla estavam copiando uma imagem já venerada no século X, isso enfraqueceria a hipótese de que o Sudário é uma falsificação medieval.
Em 1988, testes de radiocarbono colocaram o Sudário entre 1260 e 1390 d.C., sustentando a visão de que o pano seria uma confecção medieval. No entanto, desde então surgiram críticas técnicas e debates sobre a procedência da amostra testada: alguns pesquisadores sugerem que a parte usada para a datação poderia ter sido uma seção reparada durante a Idade Média, o que complica a interpretação dos resultados. Além disso, o Sudário sofreu danos por fogo (notadamente em 1532) e inúmeros manuseios públicos, fatores que podem introduzir contaminação e enviesar datações se não forem rigorosamente controlados.
A moeda — detalhes que importam
Embora pequena e sujeita ao desgaste do tempo, a follis exibe pormenores curiosos: uma marca na bochecha direita, um pequeno quadrado abaixo do bigode, cabelos longos emoldurando o rosto, e — de destaque — duas mechas paralelas no canto inferior esquerdo do retrato.

Michael Kowalski e outros estudiosos que investigam o Sudário observam que essas características não são elementos genéricos da iconografia cristã, mas sim detalhes correspondentes à fotografia de alta resolução do Sudário, tornando a comparação perturbadora e digna de investigação.
No Império Bizantino, a cunhagem de moedas era tanto instrumento de propaganda imperial quanto meio de difundir imagens sagradas. Imperadores que chegavam ao trono buscavam legitimar sua autoridade associando-se à figura de Cristo; portanto, reproduzir uma efígie venerada em moedas oficiais fazia sentido político e religioso. Exemplos de retratos de Cristo em follis existem desde décadas anteriores, mas a precisão dos traços desta follis é o que surpreende.
Do ponto de vista interpretativo, há basicamente três caminhos:
- Evidência direta: várias imagens independentes, datáveis ao período pré-medieval, apresentam traços concordantes com o Sudário — isso enfraqueceria fortemente a hipótese medieval.
- Iconografia compartilhada: os traços podem ser convenções artísticas bizantinas ou símbolos estilizados que coincidentemente correspondem a elementos do Sudário.
- Interpretações errôneas ou viés: leitura exagerada de detalhes microscópicos em arte corroída; sem cadeia de custódia e análise de proveniência, a moeda sozinha não prova a antiguidade do Sudário.
O que vem a seguir: caminho para comprovação

Especialistas prudentes destacam que interpretar imagens reduzidas e corroídas requer cautela. Gravadores de moedas trabalhavam em escala minúscula e muitas vezes aplicavam convenções estilísticas e simbólicas: olhos grandes, cabelos estilizados, ou marcas que significavam atributos divinos poderiam não representar um retrato fiel, mas uma linguagem visual comum. Além disso, sem documentação sólida da proveniência da peça e confirmação técnica da data de cunhagem, qualquer conclusão permanece provisória.
Para transformar esta novidade em evidência robusta serão necessários passos interdisciplinares:
- Análise numismática aprofundada: microfotografia, espectrometria e confirmação de proveniência para garantir a data e origem da follis.
- Avaliação iconográfica: comparação com outras efígies bizantinas e estudo por historiadores da arte para separar convenção estilística de retrato realista.
- Reavaliação científica do Sudário: novas abordagens em datação, análise têxtil e estudos sobre contaminação, para resolver incertezas metodológicas antigas.
A descoberta da follis bizantina não decreta verdades finais; ela, porém, abre uma porta perigosa para certezas preguiçosas. Se múltiplas fontes iconográficas pré-medievais confirmarem detalhes do Sudário, a narrativa consolada pela datação de 1988 precisa ser reavaliada. Até lá, resta um mistério fascinante — um encontro entre arqueologia, numismática, religião e ciência — que promete reaquece debates e atrair investigações rigorosas.
Fontes e leitura adicional
Para aprofundar: leitura técnica sobre datação por radiocarbono e debates modernos, análise de possíveis reparos medievais no Sudário, perfil de Justin Robinson, coleções de follis bizantinos e uma análise crítica sobre moedas e Sudário.
Perguntas frequentes (FAQ)
A moeda prova que o Sudário é autêntico?
Não prova por si só. A moeda é um indício iconográfico relevante, mas a comprovação exige análises interdisciplinares e confirmação da data e proveniência da peça.
Por que a datação de 1988 é questionada?
Alguns estudiosos apontam que a amostra datada poderia ter vindo de uma área reparada do Sudário ou ter sofrido contaminação por danos e manuseio, o que pode enviesar resultados de carbono-14.
O que é um follis bizantino?
É uma moeda de bronze usada no Império Bizantino; frequentemente trazia efígies imperiais ou religiosas e tinha papel tanto econômico quanto propagandístico.
Qual é o próximo passo das pesquisas?
Análises numismáticas de alta precisão, estudos comparativos de iconografia bizantina e novas abordagens científicas ao tecido do Sudário para avaliar contaminações e datação.
Sugerimos a leitura das seguintes matérias
Aqui está a prova? Sudário de Turim tem 2.000 anos, revela novo estudo
Um novo estudo sugere que manchas de sangue no Santo Sudário podem falsas
Essas relíquias antigas podem provar a existência de Jesus
Jesus mudava de forma de acordo com o texto de 1.200 anos
Deixe sua opinião nos Comentários!
E compartilhe com seus amigos…
Convidamos você a nos seguir em nossa página no Facebook, para ficar por dentro de todas as novidades que publicamos:
A Chave dos Mistérios Ocultos(clique ou toque para abrir)
0 Comentários