Pulsos de rádio desconhecidos detectados abaixo da superfície gelada da Antártida por um experimento liderado pela NASA reacenderam um debate que mistura física de ponta, especulação cosmológica e até previsões de videntes:
Seriam esses sinais a primeira pista de universos-espelho — realidades paralelas onde o tempo corre ao contrário?
A história reúne o projeto ANITA, dados inexplicados, acompanhamento por outros observatórios e interpretações públicas, incluindo declarações do místico brasileiro Athos Salomé.

O experimento ANITA (Antarctic Impulsive Transient Antenna) foi projetado para detectar neutrinos de ultra-alta energia analisando rajadas de rádio que surgem quando essas partículas interagem com o gelo antártico. Em voos entre 2006 e 2016, um balão com um anel de antenas sobrevoou o continente a cerca de 37.000 metros. Em algumas campanhas foram registrados eventos atípicos: sinais com geometria “para cima”, que sugeriam origem abaixo da superfície e trajetórias incompatíveis com o trânsito normal de partículas pela crosta terrestre.
Por que o fenômeno preocupa — absorção e trajetórias “impossíveis”
O problema central é de absorção e probabilidade: se as ondas ou partículas tivessem de atravessar longos trechos de rocha, deveriam ter sido absorvidas e, portanto, não detectáveis com a intensidade observada. Essa discrepância entre o esperado e o observado transformou os dados da ANITA em um caso científico intrigante e alvo de extensa análise técnica.

Antes de saltar para cenários fantásticos, a comunidade considerou explicações mais “terrenas”:
Variações na estrutura do gelo, camadas subsuperficiais com diferentes propriedades dielétricas e reflexões complexas que podem enganar a geometria aparente do sinal. Estudos dedicados à caracterização da subsuperfície antártica e a investigação de possíveis reflexões já foram propostos e têm sido usados para testar essas hipóteses geofísicas.
Grupos independentes tentaram buscar confirmações. O observatório IceCube, enterrado no gelo do Polo Sul, examinou várias explicações do Modelo Padrão e impôs restrições a alternativas simples. Da mesma forma, análises e limites do Observatório Pierre Auger restringiram interpretações que tomem os sinais como chuvas ascendentes comuns.
Em suma: confirmações independentes ainda não foram encontradas e múltiplas hipóteses continuam em avaliação.
Hipóteses exóticas e a ideia de “universos-espelho” | O místico: Athos Salomé e a leitura pública dos dados

Quando a ciência encontra lacunas, a imaginação pública tende a preencher o vazio. Entre as propostas mais ousadas aparecem partículas além do Modelo Padrão e interpretações cosmológicas que envolvem universos paralelos — por exemplo, um universo-espelho simétrico ao nosso, possivelmente preenchido por antimatéria e com fluxo temporal invertido. Essas ideias são estimulantes, porém permanecem especulativas até que surjam evidências independentes e replicáveis.
No espaço público, vozes carismáticas também interpretaram os eventos. O místico brasileiro Athos Salomé declarou que tais sinais poderiam ser emissões de um “universo-espelho” onde o tempo corre ao contrário — uma narrativa que ampliou a visibilidade do caso e polarizou reações entre crentes, céticos e jornalistas.
Importante: proclamações públicas amplificam o debate, mas não substituem análises técnicas revisadas por pares.
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O que vem a seguir: PUEO e a promessa de mais dados
A resposta mais objetiva ao mistério virá com mais sensibilidade e estatística. O projeto PUEO (Payload for Ultrahigh Energy Observations), sucessor da ANITA, foi desenhado para ter sensibilidade muito superior e obter amostras maiores de neutrinos ultra-energéticos. Se o PUEO observar eventos semelhantes, a comunidade terá um forte motivo para aprofundar a investigação; se não observar, explicações locais (instrumentais ou geofísicas) ganham prioridade.

Casos como o da ANITA são valiosos porque forçam a ciência a revisar pressupostos, motivam melhorias experimentais e atraem interesse público — incluindo teorias populares e afirmações sensacionais. Ainda assim, o método científico exige replicação, análise crítica e exclusão sistemática de causas menos dramáticas antes de aceitar revoluções conceituais. Até lá, “universos-espelho” são hipótese fascinante nas manchetes, não uma conclusão científica.
Os pulsos de rádio detectados pela ANITA continuam entre os mistérios científicos mais instigantes da Antártida: raros, difíceis de reproduzir e abertos a interpretações que vão do técnico ao metafísico. A chave para respostas rigorosas será a coleta de mais dados — por projetos como PUEO — e o cruzamento cuidadoso com detectores complementares (IceCube, Pierre Auger) e levantamentos geofísicos que testem a hipótese de reflexões e camadas no gelo. Enquanto isso, teorias sobre universos-espelho alimentam o imaginário coletivo — mas exigem evidência replicável para migrar da especulação para a física.
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